18.7.05

fiz há dois ou três meses

Eu tenho um pacto com teu coração
Propus que me amasse para sempre
Ele bateu forte e disse: "Pode confiar!"

Tua boca prometeu só bendizer o nosso encontro
Tuas mão disseram que sempre iriam me curar.

Os pés disseram: "Vem com a gente que juntos
encontraremos o caminho"

Me deu um presente especial teu peito:
"Tens aqui um apoio anatômico para teus pensamentos"

Em teus olhos tenho certeza de mim.

Bem aventurados aqueles que conhecem o amor.

24.6.05

Sobre sentimentos (again)

Eu falei anteriormente sobre o desfio de expor sentimentos e eis que me descubro a maior cripta da paróquia. E isso muito me surpreendeu...Como a gente tem de aprender na vida, né e quanto...
Bem, isso é pra mim mesma, shame on you, sua demagoga.

Eis o amor do mundo globalizado - Arnaldo Jabor

Sobre estar sozinho... Não é apenas o avanço tecnológico que marca o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal. A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem. O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que abdicou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo..."A pior solidão é a que se sente quando acompanhado".

20.6.05

"Eu tava triste, tristinho,
mais sem graça que a Top Model magrela na passarela.
Eu tava só, sozinho,
mais sem graça que um paulistano,
que um vilão de filme mexicano.
Tava mais bobo que banda de rock,
que um palhaço do circo Vostock"
Aí tomei uma água de côco geladinha e melhorei...

14.6.05

Liberte o Passado

As coisas têm seus lugares
Enfim, se ajeitam sozinhas
sem que tenhamos que pô-las aos pares


Absorve o mundo pelos olhos, pelos poros
Acalme seus pensamentos
Acredite no brilho e no calor
do seu mundo interior

Olhe ao seu redor
Abra bem os olhos
A realidade é aprendizado
Emane energia e liberte o passado

As coisas têm seus lugares
E SIM, se ajeitam sozinhas
Sem que tenhamos que pô-las aos pares
Abra olhos e poros, isso é aprendizado
Emane energia e liberte o passado

Triste é Quem Não Tem Alguém

Não seja tão bobo
dá a mão à mim
e à palmatória, também
Triste é quem não tem alguém

Mais ainda quem não se tem

Vem remar meu barco
Vem matar a minha sede de calor
Tráz teu incansável ritmo pr´os meus braços
Te prometo, meu beijo tem sabor
Não seja tão bobo
dá a mão à mim
e a palmatória, neném
Triste é quem não tem alguém

Mais ainda quem não se tem

a busca e a descoberta

ainda me arrepio com esse teu olhar
tua íris parece que me suga

engraçado, não lembrava que era assim,
dividir os mundos que há em você e em mim

não sei se é a busca ou a descoberta

dentro de ti espelha meu interior
um túnel roxo e sem gravidade
repleto de estrelas furtacor

te atravesso como a um espectro
posso sentir em mim tua cor, tua pele
sinto meu o teu cheiro, então congelo

quando não me engoles me navega
entre as duas não há melhor

engraçado, não lembrava que era assim
quando não me engoles me navega
entre as duas não há melhor
não sei se é a busca ou a descoberta

Bom Senso

Desabafo:
Exigir bom senso das pessoas é a maior falta de.
Claro, cada um, normalmente, está interessado apenas em sua vida, seus afazeres e o que lhe diz respeito.

Ninguém merece, estar em seu 11º sono, depois de um dia de trabalho intenso, ser acordado à meia noite e tantas, por uma furadeira e um martelo maluco!
O que se passa na cabeça de alguém que realiza atividades de reforma a uma hora dessas em um prédio (tudo bem, misto) onde mora?!
Ocorreu isso esta madrugada. A dona de um dos salões de beleza do térreo resolveu reformar seu salão à meia noite!
Veio vizinho reclamar, o síndico, e nada da senhora parar a bagunça. Veio polícia e ela ainda discutiu!!!
E o bom senso dessa senhora? Afinal sua clientela é composta em sua maioria, por senhhoras e senhoritas moradoras do edifício e redondezas. Perderá ela clientes?
Oh sim, eu não corto mais meu cabelo lá! Vai saber, imagina se ela age como agiu ontem, ao seu bel prazer, e corta minhas amadas madeixas com o primor de seu bom senso?
Por que eu atingi o bom senso, a imunização racional. Acho que vou dar o LIVRO pra ela ler.
Mas voltando ao assunto:
Cada um interessado em sua vida. Os vizinhos queriam dormir. A senhora queria trabalhar. Quem está com a razão?
Me responda com bom senso, por favor.

13.6.05

Expor sentimentos é um dos maiores desafios da modernidade.
Ao fazer isso, tu podes ser considerado fraco e emocional demais. Engraçado isso, eu penso que uma pessoa que se expõe, quando faz isso conscientemente e de “peito aberto” é extremamente corajosa. Olé aos corajosos, uma oração de incentivo aos fracos.

Primeira Postagem

Quero começar com um texto que é do poeta que mais conjugou o verbo amar, pelo menos em seus poemas:

"Definitivo, como tudo o que é simples.Nossa dor não advêm das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que os fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porquenosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas portodos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Como aliviar a dor do que não foi vivido?A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional".Carlos Drummond de Andrade